Sociedade Portuguesa de Microbiologia

Portuguese Society of Microbiology

À Conversa com Patricia Noronha

Que os microrganismos têm múltiplas aplicações já não é novidade para ninguém, mas que possam ser usados como instrumento artístico é algo menos bem conhecido. Com um perfil muito singular, a nossa entrevistada, Patrícia Noronha, fala-nos de como passou da investigação de bancada para a produção artística dentro de uma câmara de fluxo laminar!

Oeiras, 19 de Junho de 2015
Célia Manaia e Raquel Sá-Leão

Biopintura com fungos filamentosos (23x69cm). Por Patrícia Noronha. Fotografia de Eurico Melo.

Biopintura com fungos filamentosos (23x69cm). Por Patrícia Noronha. Fotografia de Eurico Melo.

Fala-nos um pouco do teu percurso. Como é que chegaste à ciência e como é que chegaste à arte?

Eu nasci no meio artístico, mas sempre gostei muito de ciência porque sempre fui muito curiosa. A minha prima, a Ana Noronha, que está à frente do Ciência Viva, teve imensa influência na minha ligação à ciência. Temos oito anos de diferença e eu lembro-me de ir ter com ela à Faculdade de Ciências e ela me mostrar livros de biologia de que eu gostava muito. Quando tive que escolher entre arte e ciência, no 9º ano, optei por ciências.

Como surgiu a tua ligação à arte?

Cresci num meio artístico muito estimulante. O meu pai (Luís Noronha da Costa) é pintor, arquitecto e realizador de cinema. Mais do que pintar ele ensinou-me a ”ver” arte. Tínhamos sempre a casa cheia de pessoas interessantíssimas ligadas à arte, a todos os ramos artísticos, e eu ia a exposições com ele, viajava com ele. Com nove anos estive em Paris a ver o Louvre e o museu D’Orsay. Com 10-12 anos, ia a ciclos de cinema e gostava muito. Aliás continuo a adorar cinema. Sempre vivi nesse meio e sempre gostei de desenhar e pintar. Aos sete anos experimentei pintar em pastel.

Quando tiveste de optar entre ciência e arte tiveste receio de escolher um futuro que passasse pela arte? Por exemplo, por uma questão de segurança?

Nessa altura eu ainda não pensava em segurança. Fui para Engª Zootécnica e quando cheguei ao 4º ano da Licenciatura pensei em não terminar e ir para Design. Mas houve dois amigos que me disseram: “Estás parva? Vais acabar com uma média ótima. Acaba e depois logo vês!”. E acabei…

E no fim da licenciatura pensei: “E agora? O que é vou fazer?”

Foi então que decidi fazer o Mestrado em Ciência e Tecnologia Alimentar. Foi nessa altura que comecei a trabalhar em microbiologia. Sempre gostei de microbiologia. Entretanto continuava a pintar e a desenhar, casei e tive uma filha.

patrician1

Tiveste alguma educação formal em artes?

Não foi preciso, eu tinha o professor e os livros em casa. Quando se começa a aprender algo muito jovem, somos como esponjas, aprendemos muito bem.

Voltemos ao mestrado e ao teu percurso académico…

Fiz o mestrado no Instituto Superior de Agronomia (ISA). Na minha tese estudei leveduras contaminantes de vinhos. Sempre adorei o microscópio. Nessa altura conheci uma série de investigadores interessantes como a Maria da Conceição Loureiro Dias. Foi das melhores professoras que tive e nesse período fiquei muito entusiasmada com a possibilidade de fazer investigação científica. Quando soube que eu pintava começou a ir às minhas exposições. Ficámos amigas.

E a seguir?

Acabei por fazer o Doutoramento no Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) com a Lígia Saraiva. Trabalhei em Biologia Molecular de proteínas férricas, como o citocromo c3. Acabei o doutoramento em 2001. O meu quarto filho nasceu por essa altura, estava eu em plena fase experimental. Se não tivesse tido o apoio do Zé Pedro, pai dos meus filhos, nunca teria conseguido fazer tanta coisa ao mesmo tempo.

Quando é que começaste a expor?

Foi em 1995. Mantive um percurso nas artes paralelo ao da ciência. Enquanto estava a fazer o doutoramento, estava também a fazer exposições. Havia uma galeria que expunha as minhas coisas regularmente.

E aquilo que expunhas era já um cruzamento com a Microbiologia?

Inicialmente não, mas o que fazia sempre teve alguma ligação com o mundo biológico. Fiz uma exposição de pintura, em 2001 a que chamei Universos. Não só me referia ao Universo das estrelas e planetas como também ao universo microscópico. Foi a exposição que correu melhor. Vendi sete telas. Foi fantástico!

No ano em que acabei o doutoramento fiz uma exposição “Art-Science” no espaço lagar do Azeite que pertence à câmara Municipal de Oeiras. Apresentei telas em grande formato e uma série de colagens feitas, a partir de fotocópias de filmes de géis de sequenciação de DNA do meu trabalho experimental. Foi a exposição que mais gozo me deu!

Biopintura com fungos filamentosos (23x69cm). Por Patrícia Noronha. Fotografia de Eurico Melo.

Biopintura com fungos filamentosos (23x69cm). Por Patrícia Noronha. Fotografia de Eurico Melo.

Depois do doutoramento acabaste por te dedicar mais às artes. Foi uma opção deliberada?

Após o doutoramento, fiz investigação como pós-doc, com a Lígia Saraiva, durante mais dois anos. Mas acabei por chegar à conclusão de que não era aquela a via que queria prosseguir.

O que é que faz de ti uma artista única, diferente de todos os outros artistas?

Bem… eu não conheço ninguém que faça exatamente aquilo que eu estou a fazer. No meu trabalho artístico utilizo muitos dos conhecimentos científicos que adquiri durante o meu percurso como investigadora. O método científico é usado no meu processo criativo. Conheço intimamente os materiais que utilizo (os microrganismos). Nesse sentido, é uma espécie de retorno à Idade Média e à Renascença, em que as tintas eram preparadas no estúdio. E isso torna aquilo que eu faço em algo singular.

Ou seja, se não tivesses o percurso de investigação que tens nunca serias a artista que és.

Exato. Quando me proponho fazer um dado trabalho, sigo as etapas usadas na investigação científica. Por exemplo, para explorar a degradação de corantes alimentares por microrganismos, tenho que fazer pesquisa, como qualquer investigador faz, e exatamente como eu fazia antigamente. Chego a passar meses seguidos a fazer pesquisa.

Os próprios projetos artísticos têm uma componente científica com pés e cabeça. Se eu me proponho a fazer um dado trabalho em bioarte ou na intersecção entre arte e ciência, tenho que usar argumentos artísticos e científicos e mostrar que tenho conhecimentos para pôr o projeto em prática.

Em todo este processo tenho aprendido imenso. Tenho uma mini biblioteca de livros de bioarte e de intersecção da arte e ciência desde o Renascimento até aos dias de hoje. Muitos destes livros tive que os mandar vir, porque não os encontrava em Portugal e precisava deles para escrever os artigos sobre o meu trabalho. Publicar artigos numa revista como a Leonardo (Revista da International Society for the Arts, Sciences and Technology) é surpreendente para quem está habituado às revistas científicas. Para além de múltiplos revisores, o manuscrito pode chegar a ter 20 revisões, o que seria impensável no caso de um artigo científico convencional.

Qual a área dos revisores da Leonardo?

Tanto podem ser cientistas como artistas. Alguns estão ligados à bioarte. A revista contempla as áreas de Arte, Ciência e Tecnologia. Portanto são pessoas que cruzam essas áreas.

Como definirias Bioarte?

Utilização de seres vivos como instrumento artístico, como matéria para produzir arte.

Antes de teres uma obra, há um plano? Os microrganismos vão crescer… consegues antecipar o que vai acontecer?

O que pretendo explorar no meu trabalho é o delineado e o imprevisto na arte e os microrganismos preenchem esse requisito. O trabalho que faço é uma espécie de “ready made”, o material faz quase todo o trabalho. Não pretendo criar uma linha de produção de peças de bioarte estéticas. As biopinturas são obtidas através de um processo de auto renovação que incluem uma repetição complexa de determinadas etapas. Cada peça é como ocorre na natureza, faz parte de um processo progressivo de transformação, em que sendo sempre diferente é uma renovação do trabalho anterior. O material usado e o processo de construção é tanto, ou mais, importante do que o resultado final.

Gosto de usar fungos filamentosos e tenho espécies e estirpes preferidas. O inóculo é muito importante. No fundo, eu uso os fungos filamentosos como quem usa uma tinta com vida. Eu sei que eles crescem e formam determinados padrões biológicos, interagem entre eles, formam biofilmes. Depois, na parte final uso corantes alimentares e sei que a absorção e adsorção destes se dá mesmo na fase em que mato os fungos. Isso irá produzir um determinado efeito que pode ser imprevisível e que faz parte do processo criativo. Li muitos artigos para perceber estas interações e transformações dos corantes e uso essa informação para produzir o meu trabalho.

patrician2

Trabalhas num estúdio ou num laboratório?

O trabalho é executado no ITQB II, no Laboratório de Microbiologia e na parte final de alguns trabalhos, em que uso químicos perigosos, trabalho num laboratório de química. Eu digo que tenho um estúdio/laboratório.

Precisas de algumas condições especiais para trabalhar?

Sim. Quando quero fazer um determinado trabalho utilizo a câmara de fluxo laminar, mas antes de a usar já tenho tudo preparado. Uso ansas e zaragatoas, os corantes têm que estar esterilizados, faço suspensões de esporos a diluições precisas… Tem de estar tudo cuidadosamente programado para se fazer este tipo de trabalho com microrganismos.

E a escolha dos fungos?

Tenho as minhas espécies selecionadas. Há determinados fungos muito engraçados mas que não posso usar. Dão cabo dos outros todos. A não ser que queira fazer uma peça só com eles.

Escolho os fungos filamentosos que quero usar em função da cor, padrão e compatibilidade entre eles. Uso, por exemplo o Penicillium camemberti, o Penicillium roqueforti ou o Penicillium chrysogenum. Uso também uma espécie de Phoma que forma dendrites e que tem uma cor laranja. Quando envelhece torna-se castanha.

Biopintura com fungos filamentosos (48x48cm). Por Patrícia Noronha. Fotografia de Eurico Melo.

Biopintura com fungos filamentosos (48x48cm). Por Patrícia Noronha. Fotografia de Eurico Melo.

Como descobriste estes fungos e os seus padrões?

A Teresa Crespo tinha visto umas fotografias do meu trabalho anterior. Um dia cruzei-me com ela num dos corredores do ITQB. Disse-lhe que queria fazer um pós-doc em estudos artísticos usando microrganismos como instrumento artístico. Foi em 2008. Desde então tem-me proporcionado todas as condições para eu fazer o meu trabalho e tem-me apoiado sempre.

Outra ajuda muito importante com os fungos filamentosos foi a da Vitória São Romão, que se interessava muito pelo que eu fazia. Ela tem livros com fotografias de fungos e dos seus padrões e pedi-lhe alguns conselhos. Depois tinha que ver o que havia na coleção do Laboratório da Teresa Crespo. Fiz bastantes experiências com os fungos que havia na coleção do seu laboratório. Era preciso explorar as suas morfologias, os tempos de crescimento.

E quanto à preservação?

No primeiro artigo que escrevi para a Leonardo, em que usava leveduras como instrumento artístico, fiz uma série de pinturas com leveduras, algumas da coleção de leveduras da Faculdade Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Comecei a fazer aquilo que chamo de “Biopinturas” com leveduras. O Álvaro Fonseca que era Professor na FCT/UNL, no Monte da Caparica, deu-me muitas amostras que eram fundamentalmente da colecção da Professora Isabel Spencer Martins, investigadora que sempre admirei. Esse trabalho também foi publicado na Leonardo. Mas cheguei à conclusão que os pigmentos formados pelas leveduras são muito complicados de preservar em papel.

Inicialmente o meu trabalho em bioarte era completamente perecível. Numa exposição quiseram comprar-me uma peça, e eu disse que não a vendia por isso mesmo. Agora já consigo alguma preservação. Desenvolvi um método de preservação destas peças e publiquei-o. De uma forma resumida, na preparação de uma peça, quando o crescimento em meio de cultura termina, é necessário matar os microrganismos antes que ocorra alteração de cor. Coloco a peça numa hotte com vapores de formaldeído provocando a morte celular. Os microrganismos morrem mas mantêm a estrutura.

Vou acompanhando o processo. Nem todas as espécies demoram o mesmo tempo a morrer. Para optimizar este processo tive de fazer muitos ensaios. Fazia zaragatoas de diferentes zonas da placa e verificava se ainda havia crescimento. Uma espécie podia morrer ao fim de um mês em formaldeído, outras podiam demorar até três meses. Quando deixavam de crescer e estavam todas mortas, já não havia o perigo de se formarem esporos e aí já podia secar a peça.

Quando as peças saem do formaldeído ainda têm muita água e tem que se promover uma desidratação controlada, senão parte-se tudo. Esta é uma das etapas mais complicadas. No final desta fase fica um biofilme desidratado. Depois de secas as peças são fixadas em resinas. Nesta etapa são precisos outros cuidados. Por exemplo, o acrílico é completamente degradado pelas resinas de poliéster. Tem que se usar um spray protector.

Biopintura com fungos filamentosos (48x48cm). Por Patrícia Noronha. Fotografia de Eurico Melo.

Biopintura com fungos filamentosos (48x48cm). Por Patrícia Noronha. Fotografia de Eurico Melo.

Como é que o teu pai reage à tua obra?

Ele conhece o meu percurso e diz que estes últimos trabalhos são as coisas mais interessantes que eu fiz. E acrescenta: “Não quero saber como fizeste isso, não estou interessado na técnica, mas acho o trabalho muito interessante.”

Trabalhas em rede com outros artistas? Há associações na área da Bioarte?

Eu estou um pouco isolada, mas há investigadores que me apoiam e permitem que eu desenvolva este trabalho. Para além da Teresa Crespo, o Carlos Romão apoia-me também nas condições de trabalho nomeadamente. O Eurico Melo nas fotografias dos trabalhos e na produção de filmes em “time lapse”. Os três (todos cientistas do ITQB) têm-me ajudado muito. O Luís Morgado, que é designer e faz a página web do ITQB, tem-me apoiado quando preciso de manipular imagens.

Há pouco referiste o nome dos fungos filamentosos com que tens estado a trabalhar e reconhecemos o nome de estirpes associadas a queijos franceses: Camembert, Roquefort… De onde vieram as estirpes?

Alguns já existiam na coleção do laboratório. Houve outros como o P. camemberti e o P. roqueforti que não tínhamos. Comprei os queijos e isolei os fungos a partir dos queijos. E claro, comi os queijos!

Algum dos teus filhos seguiu as tuas pegadas na ciência ou na arte?

A minha filha mais velha fez dois anos de Belas-Artes em pintura e pinta muito bem. Depois estudou Gestão Hoteleira e está a trabalhar em Barcelona.

Já pensaste em fazer formação, ter um grupo, ensinar a tua arte?

Já fui falar a Belas-Artes a convite do Prof. Ilídio Salgueiro, professor de pintura. Ele descobriu-me na internet e depois visitou-me com os seus estudantes para conhecerem o meu trabalho. Gostaria de ter meios materiais para apoiar artistas que pretendam trabalhar em bioarte e também cientistas com o “bichinho da arte”.

Como é que se vive da Bioarte?

É difícil. Tive bolsas a apoiar alguns dos projetos. Neste momento não tenho. Se eu conseguisse vender o meu trabalho regularmente seria mais fácil.

Há algum do teu trabalho que seja vendável apesar de ser “bio” e portanto haver o risco de degradar-se naturalmente?

No início tive algumas peças que não resistiram ao tempo. No entanto com as novas técnicas que utilizo tenho algumas peças que já têm quatro anos e que estão perfeitamente bem. Não podem apanhar sol direto e calor, mas o mesmo se passa com um quadro a óleo.

O teu trabalho como ferramenta pedagógica poderia ser muito interessante. Provavelmente fascinaria qualquer jovem pela área da microbiologia.

Eu gostava muito de dar aulas numa cadeira que não existe. Seria sobre a interseção entre a arte e a ciência numa Faculdade de Belas-Artes. E teria uma parte de Bioarte, que hoje em dia já é um mundo.

Há muitos exemplos de interseção entre a arte e a ciência desde o Renascimento. É um campo muito interessante na pintura. A parte óptica é interessantíssima. O Vermeer, por exemplo, usava um dispositivo óptico que era a câmara obscura. O Ingres utilizava a câmara lúcida e chegou-se à conclusão que provavelmente ele não teria conseguido produzir tanto em tão pouco tempo se não a tivesse utilizado.

O que é uma câmara lúcida?

É um dispositivo óptico que ajuda a desenhar rapidamente. Mas claro que é preciso desenhar muito bem para a conseguir utilizar. Há um pintor muito conhecido, o David Hockney, que publicou um livro fantástico, “Os Segredos dos Velhos Mestres”, onde debate muito a utilização de dispositivos ópticos como auxiliares ao longo da história da arte.

A cadeira que imaginas não seria uma cadeira útil para estudantes de ciência também?

Sim. Isso leva-nos a uma outra questão que é a questão do ensino dos nossos jovens que me parece que afunila muito rapidamente entre uma ou outra área específica. Parece-me que é um ensino muito pouco eclético. E não há um incentivo à curiosidade, à experimentação. É uma educação pouco interessante. Isto preocupa-me até porque tenho quatro filhos.

E das experiências que tens tido com crianças?

Nos meus workshops para crianças acho cada vez mais que, para além de uma parte lúdica, devem aprender alguma coisa principalmente de ciência, microbiologia… Por exemplo, muitas crianças não fazem ideia que a superfície de alguns queijos são micróbios. A primeira reação é sempre “Que nojo!”. Depois provam, veem ao microscópio, manipulam e divertem-se! E com tudo isto estão a aprender.

Se algum dos leitores desta entrevista for um jovem que queira trabalhar na interseção entre ciência e arte, que conselho lhe darias? Como se faz esse percurso?

É complicado. Acho que não tenho habilitações para dar conselhos a ninguém! Podem contactar-me, podemos falar.

Se estivesses a começar outra vez a tua carreira, fazias tudo igual?

De há oito anos para cá fazia tudo igual.

 

 

Artigos seleccionados de Patricia Noronha

 

  1. Patricia Noronha, «Biopaintings produced by filamentous fungi». doi: 10.1162/LEON_a_00962 MIT press (to be included in vol. 49, Issue 1, Sup file <life is art> film. 2016.)
  1. Patricia Noronha, <yeast biopaintings: biofilms as an art instrument>, 44:1 Leonardo doi:10.1162/LEON_a_00091 o (2011) MIT press, pp 38-42.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Information

This entry was posted on 25/09/2015 by in Magazine SPM and tagged .

Navegação

Clique aqui para acesso directo a todos os conteúdos de:

Adicione aqui o seu email para receber as notícias da SPM.

Com o apoio de:

%d bloggers like this: