Sociedade Portuguesa de Microbiologia

Portuguese Society of Microbiology

O MicroBiotec’13 visto pela Presidente da Sociedade Portuguesa de Microbiologia

O congresso bianual da Sociedade Portuguesa de Microbiologia representa um momento único e importante para os microbiólogos nacionais. Para os mais velhos é já uma tradição, para os mais novos, uma excelente oportunidade de conhecer o que se faz em Portugal no âmbito da Microbiologia. Este é também um momento privilegiado para discutir ciência, estabelecer novos contactos e colaborações e para conviver com colegas de outras instituições. Este ano o MicroBiotec´13 irá decorrer na Universidade de Aveiro, de 6 a 8 de Dezembro.

Pedimos à Presidente da Sociedade Portuguesa de Microbiologia, Prof. Isabel Sá-Correia, que nos dissesse algo mais sobre a edição deste ano do MicroBiotec.

ISC3

 Aproxima-se mais uma edição do MicroBiotec, quais vão ser os pontos fortes e inovadores desta edição?

Esta edição do MicroBiotec´13, respeita, no essencial, o formato das edições anteriores. Desde 2005 que o formato tem vindo a ser testado e ajustado, gradualmente, aos objetivos deste Congresso Nacional e à conjuntura do país.

Como tem sido tradição, a organização do Congresso Nacional de Microbiologia foi entregue este ano a um grupo de reconhecida atividade científica na área da Microbiologia e com a estrutura e dimensão compatíveis com as exigências desta organização, concretamente, ao grupo do Prof. António Correia do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro. Por parte da SPBT (Sociedade Portuguesa de Biotecnologia), a organização do seu Congresso Nacional foi entregue a um outro grupo da Universidade de Aveiro, o grupo liderado pelo Prof. Manuel Coimbra. Garantiu-se assim que a organização do MicroBiotec´13 venha a ser bem sucedida até porque a Universidade de Aveiro ofereceu as suas instalações para a realização deste Congresso, o que, num período difícil como este, é uma colaboração inestimável. Embora a Comissão Organizadora deste Congresso goze de total liberdade para o desenvolvimento das suas atividades, a as direcções da SPM e SPBT têm, tal como em edições anteriores, acompanhado o processo, assim garantindo o exercício de uma influência ativa e solidária.

O programa científico planeado para o MicroBiotec´13 é muito interessante, atual, diversificado e de elevado nível. Foram definidas 8 áreas temáticas como sendo do interesse dos membros das duas Sociedades que promovem este Congresso, a SPM e a SPBT. Para cada área temática haverá uma conferência plenária. Dessas 8 sessões plenárias, 6 serão da responsabilidade de investigadores estrangeiros e 2 de investigadores nacionais, todos eles com carreiras científicas de elevado reconhecimento. Uma das conferências plenárias será apresentada pelo(a) premiado(a) com o Prémio Professor Nicolau van Uden- Prémio de Carreira, a anunciar durante o Congresso. Esse prémio foi instituído pela direção da SPM em 2011 e pretende premiar um cientista nomeado entre os que, pela sua atividade ao longo do seu percurso, ganharam reputação nacional e internacional no campo da Microbiologia, tendo contribuído, de forma notável, para o desenvolvimento da Microbiologia em Portugal.

Para além das conferências plenárias haverá 11 comunicações [CM1] convidadas em simpósios temáticos que decorrerão em paralelo. Essas comunicações convidadas, a cargo de investigadores maioritariamente nacionais que se destacaram nas áreas correspondentes, serão seguidas de comunicações orais mais curtas, a selecionar pela Comissão Científica entre os resumos submetidos. Pela primeira vez, neste congresso, tentar-se-á um novo modelo envolvendo ainda um conjunto de apresentações rápidas por estudantes e jovens investigadores selecionadas entre as apresentações em painel.

Na linha de Congressos anteriores, serão atribuídos prémios, patrocinados pelas 2 Sociedades, aos melhores painéis apresentados nos vários simpósios estando ainda previstos outros prémios. Os regulamentos dos prémios e respetivos júris serão em breve colocados na página do Congresso (http://microbiotec13.web.ua.pt/). Os premiados serão anunciados e os prémios distribuídos durante a sessão de encerramento.

Durante o Congresso realizar-se-á ainda uma exposição de equipamento e material científico pelas empresas que os comercializam.

Como habitual, haverá ainda uma Assembleia Geral da SPM. Desde já apelo à participação de todos os sócios presentes no Congresso pois o desenvolvimento de uma sociedade científica depende da intervenção ativa dos seus sócios, como ficou amplamente demonstrado pelo extraordinário resultado que é o Magazine de MICROBIOLOGIA, pelo qual felicito as 2 entrevistadoras, bem como os restantes membros do corpo editorial da revista que têm vindo a contribuir para tornar esta revista on-line numa magnífica realidade.

Porquê a aposta de juntar Biotecnologia e Microbiologia num só congresso?

De facto, desde 2005 que, de 2 em 2 anos, numa das 2 primeiras semanas de Dezembro, se realiza um congresso organizado conjuntamente pela SPM e SPBT e que envolve membros das duas sociedades. Tenho convictamente apoiado a organização destes congressos conjuntos. Aliás, consigo, Célia Manaia então em representação da SPBT, coordenei, pela SPM, a organização do congresso de 2009 em Lisboa que absorveu também as XXXIII Jornadas de Genética. Como Presidente da SPM estive ainda envolvida na definição do programa e acompanhamento da organização dos Congresso de 2009 e o do último, o de 2011, que teve lugar nas Instalações da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho. Ainda que já cinco Congressos tenham sido organizados conjuntamente, a decisão de continuar a organização conjunta é avaliada e tomada em todas as novas edições. A verdade é que tem vindo a ser tomada, continuadamente, por diferentes direções da SPM por se encontrarem virtudes na realização de um Congresso conjunto. Claro está que há quem preferisse que a SPM organizasse o seu congresso de forma independente, privilegiando a sua especificidade e identidade. Mas esses são cada vez em menor número.

Há várias razões que justificam a decisão de manter o MicroBiotec. A primeira, é meramente pragmática já que, sendo a comunidade nacional relativamente pequena, sendo vários sócios das duas Sociedades e sendo muitos os interessados nas atividades cobertas pelas duas Sociedades, a realização, no mesmo ano, de dois congressos independentes não parece uma boa aposta. De facto, acabaria por dividis os participantes reduzindo a viabilidade financeira e até a qualidade do Congresso. Será sempre melhor ter um Congresso de maior dimensão, que permita o enriquecimento do programa científico através de um maior número de convites a investigadores estrangeiros de elevada reputação, principalmente em áreas emergentes. Por outro lado, permite abrir horizontes e evidenciar a importância que têm as interações científicas transdisciplinares e a inovação nas áreas das Ciências da Vida e das Biotecnologias. Permite ainda promover essas interações e sustentar a ideia de que a I&D de qualidade, profundidade, e impacto nessas áreas assenta em equipas e abordagens transdisciplinares, capazes de resolver, convenientemente, um determinado problema sob diversas perspetivas e envolvendo as necessárias competências.

Uma cuidada distribuição das  sessões paralelas que incluem sessões mais devotadas aos membros da SPM, ou da SPBT, ou de interesse para ambos, permitirá que os objetivos específicos de cada uma das Sociedades e seus membros não sejam defraudados mas que possam usufruir de apresentações e comunicações interdisciplinares.

Quem deve ir ao MicroBiotec´13 e porquê?

Este Congresso foi fundamentalmente pensado para os jovens investigadores, para os quais este poderá ser o seu primeiro congresso científico. Tal como aconteceu com muitos dos que hoje são já investigadores seniores, diversos jovens terão oportunidade de aqui apresentar o seu primeiro “poster” a uma numerosa e desconhecida comunidade científica e, eventualmente, a sua primeira apresentação oral num grande Congresso nacional caso o seu “poster” seja selecionado para comunicação. O Congresso foi pensado também para os jovens doutorados que começam a afirmar os seus trabalhos independentes e a criar as suas próprias equipas de investigação. E claro, a esperada presença de investigadores mais experientes, muitos considerados modelos no meio académico e científico, permitirá criar um ambiente de interação informal entre diferentes gerações de cientistas com ganhos para todos. Por diversas razões, acredito que vai valer a pena ir ao MicroBiotec´13!

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This entry was posted on 30/07/2013 by in Magazine SPM and tagged .

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