Sociedade Portuguesa de Microbiologia

Portuguese Society of Microbiology

À conversa com Milton Costa

O Prof. Milton Costa, Professor Catedrático da Universidade de Coimbra, é uma figura bem conhecida da maioria dos microbiólogos nacionais. O seu gosto por extremófilos, o facto de ter presidido à Sociedade Portuguesa de Microbiologia (SPM) entre 1996 e 2002 e à Federation of European Microbiology Societies (FEMS) entre 2007 e 2010 são factos que muitos conhecem. Ainda assim, achámos que valeria a pena conhecê-lo um pouco melhor. Numa conversa descontraída e bem-humorada, recebeu-nos no seu gabinete na Rua da Matemática em Coimbra e falou-nos do seu gosto pela Microbiologia e não só…

m3-1

O Prof. Milton Costa, Professor Catedrático da Universidade de Coimbra, é uma figura bem conhecida da maioria dos microbiólogos nacionais. O seu gosto por extremófilos, o facto de ter presidido à Sociedade Portuguesa de Microbiologia (SPM) entre 1996 e 2002 e à Federation of European Microbiology Societies (FEMS) entre 2007 e 2010 são factos que muitos conhecem. Ainda assim, achámos que valeria a pena conhecê-lo um pouco melhor. Numa conversa descontraída e bem-humorada, recebeu-nos no seu gabinete na Rua da Matemática em Coimbra e falou-nos do seu gosto pela Microbiologia e não só…

Coimbra, 8 de Março de 2013

Raquel Sá-Leão e Célia Manaia

Como se descreveria enquanto microbiólogo?

Eu sou um microbiólogo que adora diversidade. Gosto de todas as formas de vida na Terra, desde os 5 ou 6 anos. Comecei por adorar dinossauros e acabei a estudar bactérias. Nunca encontrei um dinossauro!

Então com 5-6 anos o que é queria ser quando fosse grande?

Queria ser biólogo e estudar mamíferos ou répteis. O meu pai levou-me nessa altura ao Museu de História Natural em Nova Iorque e ao Jardim Zoológico do Bronx. Foi o maior erro da vida dele! Era o que ele dizia…

Vivia nos Estados Unidos nessa altura…

Vivia, os meus pais eram imigrantes nos Estados Unidos. O meu pai esteve lá mais de quarenta anos.

Estudou sempre nos Estados Unidos? Nunca estudou em Portugal?

Estudei sempre nos Estados Unidos…

E como é que chegou à Microbiologia?

Foi porque não havia dinossauros! Fui trabalhar com um professor da Universidade de Indiana chamado Sherman A. Minton porque eu queria estudar o sistema imunitário em répteis. Ele tinha publicado um artigo nessa área. Mas, na realidade, foi o primeiro e último artigo que publicou sobre esse tema, pois ele era um herpetólogo, estudava taxonomia de répteis. Então eu mudei de área para trabalhar com o Prof. Donald J. Niederpruem que estudava bioquímica e fisiologia de fungos leveduriformes. Foi com ele que fiz o meu doutoramento.

m3-5

E como é que chegou a Portugal?

Eu gostava muito de Portugal. Vinha cá sempre no Verão. E no fim do Doutoramento vim para Portugal.

Isso em que ano foi?

Em 1977, 1978…

A seguir ao 25 de Abril (de 1974)…

O 25 de Abril, segui-o no laboratório a trabalhar. Eu punha o rádio mais alto e o meu professor zangava-se e punha-o mais baixo. E eu pedia: “Deixe-me ouvir o que se está a passar!”

Chegando a Portugal, ficou logo ligado à Universidade?

Não. Primeiro estive um ano como bolseiro do INIC (INIC – Instituto Nacional de Investigação Científica). Depois estava para regressar aos Estados Unidos, onde ia fazer um pós-doc na Califórnia, Los Angeles… Até que me ofereceram a oportunidade de ficar em Coimbra.

Na Universidade de Braga ofereceram-me um emprego e na Universidade de Aveiro também. Na Universidade de Aveiro lembro-me que foi no mesmo dia, ou na mesma semana, que me ofereceram aqui (na Universidade de Coimbra). E eu preferi ficar aqui.

Olhando para trás, para toda a investigação que fez, fale-nos de um dos temas que tenha sido mais gratificante investigar.

Longa pausa…

É difícil responder. Há alguns artigos ou trabalhos que não são importantes, mas todos os outros são. Posso lembrar-me de dúzias deles que eu adorei fazer. Por exemplo, a descrição de novas espécies de Deinococcus, extremamente radio-resistentes; a identificação dos solutos compatíveis dos extremófilos… São áreas de investigação, não são bem temas. Sempre tive muito amor por tudo o que fiz. Não tenho temas preferidos. Para dizer a verdade, não tenho.

Há coisas que dão um pouco mais de luta e que portanto se tornam mais gratificantes. Ou quando percebemos que estamos a descobrir algo de verdadeiramente novo. Outras vezes sabemos que é apenas mais uma peça do puzzle

Nesse sentido recordo a descrição da primeira bactéria extremamente halofílica do fundo do mar mediterrâneo, chamada Natrinema salaciae. O fundo do mar mediterrâneo está cheio de salinas, de salmoiras… são ambientes anaeróbios cheios de ácido sulfídrico. Os primeiros organismos que nós isolámos de lá foram fantásticos!

m3-4

Essas investigações levam-no a viajar muito?

Não. As viagens que fiz foram quase todas ao serviço da FEMS ou porque me convidam para falar aqui, ali e além. Para isolar organismos termofílicos, fomos (o grupo de investigação) aos Açores, à Islândia, a Nápoles…

Mas não tem ido a alguns sítios “estranhos” colher amostras para isolar extremófilos?

Fui a São Pedro do Sul, a Chaves… (risos). Muitas das bactérias são oferecidas. As das nascentes termais abissais do Atlântico; as de uma nascente fantástica na Polónia em que a temperatura é de 70oC e tem 6% de sal…

Quantos anos tem de carreira como investigador?

Não sei. O meu primeiro artigo, creio que foi em 1975.

Quase 40 anos. Da sua investigação houve algo que tenha tido impacto na “vida real”?

Nós temos quatro patentes, portanto alguns estudos tiveram impacto. Por exemplo, os solutos compatíveis podem ser utilizados para vários fins, nomeadamente na área da cosmética em hidratantes e em protectores solares. As patentes foram vendidas à Bitop e à Merck.

Esses solutos compatíveis são de bactérias termofílicas?

E halofílicas ao mesmo tempo. E agora temos um monstro!

Porquê?

Porque é uma bactéria extremamente resistente à radiação gama, termofílica e que cresce em meios que tenham até 25% de sal. Ou seja, dentro desse microrganismo vai haver uma quantidade de solutos compatíveis fantástica. Quais são, ainda não sei… mas não há nada descrito assim.

Nos seus estudos tem utilizado as técnicas sequenciação de DNA para identificação de organismos não cultiváveis ?

Sim, utilizamos métodos independentes de cultura. Particularmente em amostras de São Pedro do Sul, em algumas águas minerais, em colaboração com o Ramon Roselló, de Palma de Maiorca. Fazemos sempre cultura em paralelo e às vezes descobrem-se espécies novas. Como agora, que encontrámos quatro novas espécies deMycobacterium. Mas as técnicas moleculares são muito utilizadas e recorro à pirosequenciação no Biocant.

Pode dar-nos uma boa razão para se ser investigador?

Não há razão nenhuma para se ser investigador. Eu sou franco, é uma obsessão. E as obsessões às vezes não têm explicação. No meu caso eu gosto de Biologia, gosto de diversidade e gosto de qualquer ser vivo.

m3-8

Imagina-se a ter outra profissão?

Arqueólogo!

Já teve alguma experiência na área da arqueologia?

Não! Mas era isso que gostava de fazer…

Nas férias? Como hobbie?

Eu não tenho tido férias… e portanto tem sido difícil experimentar ser arqueólogo. Mas estou a pensar contactar uns amigos israelitas para ir fazer umas sessões de arqueologia ao pé do Mar Morto em Qumran e Massada. Qualquer dia vou, mas no Verão.

Mas são planos que já estão em marcha?

Sim. Há dois ou três anos estive com o Dr. Gideon Hadas, o  arqueólogo que está no Kibbutz Ein Gedi. Eu estava a representar a FEMS num congresso sobre Escherichia coli. Isto foi antes da Eschericha coli alemã. O Dr. Hadas mostrou-me vários lugares arqueológicos. E eu fiquei tão fascinado que percebi que tinha de lá voltar.

Antes disso, já sonhava com a arqueologia como uma segunda profissão?

Sim, a seguir à paleontologia. Mas a paleontologia é quase impossível. Sempre gostei muito de andar à procura. Nunca fiz paleontologia, excepto no Arizona, mas era mais por acaso. Às vezes encontrávamos artefactos de índios pré-históricos ou pré-colombianos. Mas isso eram coisas excepcionais. Não trazíamos nada, ficava lá tudo.

m3-3

Tem férias de vez em quando?

Uma semana de cada vez…

Nas férias e fins-de-semana, o que é que são hobbies?

Hobbies?! É trabalhar na agricultura.

Com sucesso?

Não. Eu também não faço aquilo pelo sucesso. As propriedades que eu tenho são todas em floresta. São pinhais, principalmente, ou carvalhos. Ando com a moto-serra a cortar árvores. Mas também tenho muitas árvores de fruto no quintal. Eu antigamente ia à pesca, mas o barco do meu amigo afundou-se. (risos)

Já ouvi alguém dizer que as melhores ideias surgem maioritariamente em dois momentos – ou num congresso a ouvir uma palestra que pouco tem a ver com a área que se estuda ou, precisamente, quando se está em contacto com a natureza.

Sim, concordo. Eu nunca soube quem é que pensou que as legionelas colonizavam ambientes termais, não de altas temperaturas, mas de 37-50 ºC. Não sei se fui eu ou se foi o (António) Veríssimo. Foi uma conversa que tivemos algures. Onde foi a conversa ninguém se lembra. Claro que depois encontrámos legionelas a pulular em nascentes termais. Onde foi que tivemos esta conversa eu não sei, mas sei que estávamos sentados ao pé de uma nascente termal…

Os seus alunos, e têm sido muitos, descrevem o Professor Milton Costa como uma pessoa que conta muitas histórias e que mostra alguns slides com obras de arte, como ponto de partida para a microbiologia. Isto parece ser uma abordagem que os marca de alguma forma. Na sua opinião, quais as principais mensagens que um professor de microbiologia deve passar aos seus alunos?

Há uma só, que é a beleza de estudar os micróbios, sejam lá quais forem. Não basta ser objectivo. Não… há beleza, há emoção.

Nunca viram uma aranha? São feias ou bonitas? Se nos aproximarmos para ver a teia, é extraordinário! Com as bactérias passa-se o mesmo. Todas elas fazem qualquer coisa de estranho. Às vezes não estamos à espera que as bactérias façam determinadas coisas, como não usar glicose ou usar tiossulfato… Até a Escherichia coli tem coisas muito interessantes, como se percebeu naquela epidemia alemã há uns anos. Ninguém estava à espera de uma coisa daquelas, uma bactéria com aquelas propriedades todas, todos aqueles genes…

m3-9

Esse fascínio na forma como vê a Microbiologia resultará do facto de a Microbiologia per se ser verdadeiramente interessante ou poderá resultar (também) de uma forma mais pessoal de estar e viver a vida? Se calhar para o Dr. Milton tudo é interessante…

Isso também é verdade. Ainda há dias estava a falar sobre alguma coisa e acharam muito estranho que eu soubesse sobre o assunto…Ah, já me lembro! Foi com o secretário-geral da Comissão para a Ciência do Mediterrâneo (CIESM). Escreveu-me um email à meia noite e meia: “escrevi este artigo para o blog do National Geographic sobre a extinção de línguas”. Eu li o artigo e à uma da manhã escrevi-lhe um email a dizer que também tinha pensado nisso – o que é verdade…

Eu já não leio um livro de ficção há 40 anos. Só leio livros que relatam história natural, história, antologias. Porque às vezes a realidade é mais bonita do que a ficção, mais estranha e, às vezes, mais cómica.

Há alguma figura da História que admire?

Sim! Há uma figura da História. Há muitas. Mas a pessoa sobre quem durante anos li tudo o que era possível encontrar, foi o Napoleão Bonaparte. Porquê? Porque podem pôr-lhe os defeitos todos que quiserem, mas mudou a Europa, de certa maneira. Isso e a II Grande Guerra. Mas pelo Hitler não há simpatia nenhuma, não fez mesmo nada de bonito. Mas o Napoleão não era aquele monstro vazio. Era bom, mas fazia coisas patéticas. Se ele tivesse matado quatro pessoas ainda “hoje” era imperador. Três eram ministros dele. O Fouche, ministro da justiça, era um traidor. O Talleyrand, traiu toda a gente. Traiu a igreja católica, traiu o rei Louis XVI, traiu Napoleão e, como se diz, quase que ia traindo a morte porque morreu com 89 anos. O outro era o Marechal Bernadotte que foi Rei da Suécia. Foi sempre um cobarde e um traidor. O quarto era um general maltrapilho chamado Marmont.

O que é que hoje é mais interessante ao dar aulas relativamente há 20 ou 30 anos? O que é que melhorou, nos alunos e na forma de dar aulas?

É mais fácil ensinar agora do que há 20 anos. Hoje temos o Powerpoint. Este e outros gadgets ajudam imenso. Quando é que dantes havia um slide a cores?

O Professor tem que fazer o esforço de tornar as aulas interessantes e não se limitar, por exemplo, a dizer o que é que os picos de um cromatograma significam.

Eu confesso que o pior, o pior de tudo, é não haver aulas práticas. O aluno não ter contacto com o material que está a estudar nas aulas teóricas. De facto, há muito poucas aulas práticas. Claro que é difícil dar aulas práticas a cento e tal alunos. É preciso um batalhão de pessoas…

Eu divirto-me imenso a dar aulas.

m3-6

A sua forma de dar aulas mudou?

Não, acho que não. Já antes procurava fazer aulas interessantes, divertidas. Senão teria muitos alunos a dormir ou a conversar uns com os outros, e isso é que não poderia ser. Não estaria ali a fazer nada. Não quer dizer que eu queira ser o único a falar, mas que falem comigo, não uns com os outros.

Em 2007 foi eleito presidente da FEMS. Como chegou a esse cargo? E como foi ser presidente da FEMS?

Eu quando me tornei presidente da SPM em 1996 era delegado na FEMS e portanto todos os anos participava na sua Assembleia Geral que congrega os delegados das várias sociedades que pertencem à FEMS e que se reunem em vários sítios. A primeira reunião a que eu fui foi em Jerusalém. E então, como era delegado e ia a essas reuniões anuais, conhecia as pessoas da FEMS como o John Norris. Depois fui eleito para uma comissão da Eliora Ron que foi presidente da FEMS antes de mim e do Hans Trueper, que tinha sido presidente antes dela, convidaram-me, os dois, para concorrer ao lugar de vice-presidente. Eu a princípio disse que não, mas depois lá disse que sim. Eles achavam que eu tinha características próprias para ser presidente da FEMS. Fui eleito numa assembleia geral que decorreu na Macedónia em 2003. Depois, passei um ano a ser aprendiz de vice-presidente. O presidente nunca é eleito na FEMS. O vice-presidente é que é eleito. Passei três anos como vice-presidente. E em 2007 tomei posse como presidente, cargo que ocupei até 2010.

A FEMS congrega cerca de 43-44 sociedades de microbiologia de quase todos os países europeus, mais Israel. Tem à volta de 35 000 associados que são pessoas que são sócias das sociedades nacionais como é o caso da SPM. A maior parte dos países tem uma sociedade na FEMS mas há outros, como o Reino Unido, que têm cinco ou seis.

Enquanto lá estive dávamos cerca de 400 000 euros por ano para bolsas de curta duração (três meses noutro país que não fosse o país de origem da pessoa). Tivemos também bolsas de pós-doc durante dois anos que em termos monetários eram parecidas com as bolsas da EMBO. Havia, e há, subsídios para congressos internacionais. São subsidiados vários congressos por ano. E há também subsídios para as sociedades nacionais organizarem os congressos do seu país.

Enquanto presidente quais foram os grandes desafios?

A reorganização do secretariado em Delft na Holanda. Foi um trabalho muito árduo com alguns problemas muito graves para resolver. O segundo desafio foi reescrever os estatutos porque a FEMS no fundo eram duas organizações: a organização científica e o secretariado na Holanda. Como a FEMS foi fundada em Inglaterra mas o secretariado está na Holanda, existiam duas organizações. A tentativa de unificar essas duas organizações foi politicamente e administrativamente muito difícil. Mas conseguiu-se. Depois, fundar a Academia Europeia de Microbiologia foi inicialmente muito fácil mas depois acabou por ser muito difícil. Houve problemas internos muito difíceis de gerir.

Considera-se uma pessoa frontal?

Toda a gente diz que sim…

Também foi presidente da SPM…

Sim, durante seis anos. Foram dois mandatos. Também contribuí para alterar os estatutos porque, curiosamente, eu pensava que um presidente só o poderia ser por dois mandatos. Mas nos estatutos não dizia lá nada disso. Agora diz.

Se fosse ministro da ciência e tecnologia por 24 horas, quais as medidas que tomava?

É fácil. Primeiro arranjava alguns milhões de euros. Tirava-os doutros ministérios, por exemplo, ia buscá-los às obras públicas, e dava a quem merece.

E quem é que merece?

Todos nós. O problema é que neste país (na área da Ciência) agora só se fala em curar qualquer coisa. Toda a gente cura tudo e ninguém cura nada. E há outras pessoas que não curam nada, nem pretendem curar nada, mas que fazem boa ciência. E portanto isto é limitante para as áreas que podem ser subsidiadas. Parece que tem que se estar a curar qualquer coisa. Eu acho que existem muitos, muitos cientistas em Portugal que merecem ser subsidiados. Mas também existem algumas pressões, tendências, para subsidiar certas áreas. E eu discordo.

Toda a gente diz que se gasta muito dinheiro na educação e na saúde… mas onde é que se havia de gastar o dinheiro? Em autoestradas? Foi isso que foi feito durante muitos, muitos anos. É preferível gastar dinheiro na saúde e fazer um exame que seja negativo do que não o fazer e acabar por se morrer por falta de diagnóstico.

Como vê a microbiologia actualmente em Portugal?

Acho que está bem e recomenda-se. As pessoas estão a trabalhar. Eu não vejo nenhum mal naquilo que se publica. A única coisa em que vejo mal é em quem não trabalha. A ciência é uma missão. Desde que as pessoas publiquem trabalhos bons, não é preciso serem extraordinários, bons, já não é mau. Acho que muitos estão a fazer isso.

m3-2

Ensinar ou investigar?

Eu gosto muito de fazer as duas coisas desde que não me sobrecarreguem com muitas aulas por dia. Gosto muito de dar aulas, de tentar estimular os alunos. É isso que eu tento fazer.

O que diria aos mais jovens que sonhem seguir uma carreira de investigação?

Trabalhem, trabalhem, trabalhem. Arranjem uma área de que gostem e depois trabalhem, trabalhem, trabalhem. Todos os dias, muitas horas.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Information

This entry was posted on 28/03/2013 by in Magazine SPM and tagged .

Navegação

Clique aqui para acesso directo a todos os conteúdos de:

Adicione aqui o seu email para receber as notícias da SPM.

Com o apoio de:

%d bloggers like this: